Origem do Circuito Patrimônio Vivo

A cultura viva mantida pelos seus moradores, nos seus saberes e fazeres, foi o grande ativo identificado na Ilha Grande de Santa Isabel pelo Programa Janela para o Mundo. A cultura tem a força de gerar engajamento e elos entre as pessoas, e possibilita que a transformação social seja realizada de dentro, pelos próprios moradores, donos e conhecedores dos seus saberes.

O jeito especial de trançar a carnaúba, fazer renda de bilro, aproveitar a cajuína em doces, dançar o boi; o modo de pescar marisco e caranguejo; a arte de esculpir a madeira, criar peças de teatro e valorizar as belezas naturais representam modos de dizer de uma identidade, de uma história, modos de se preservar a memória. Mostram que o lugar e as pessoas existem e têm valor.

Após muitos trabalhos conjuntos com escolas e associações locais para reconhecer as riquezas da Ilha Grande de Santa Isabel, foi criado o Selo Patrimônio Vivo da Ilha, uma forma de identificar lugares e valorizar grupos e associações engajados nas ações do programa, os quais mantêm viva e em movimento a cultura local. Esses lugares e essas pessoas inspiram e servem de referência para a comunidade, representando estações de geração de trabalho e de aprendizado. Em 2014, foram inauguradas as nove primeiras estações do Circuito Patrimônio Vivo da Ilha. Em 2015, o Circuito fez parte da 13ª Semana dos Museus, iniciativa do Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM).